Há muito se tem ouvido no meio evangélico, por que não dizer, nas igrejas evangélicas, mesmo, frases que nos têm preocupado.
Frases, como: “Não tem nada a ver”, “Não é por aí”, “A Bíblia não é para este tempo”, “Precisamos rever alguns conceitos”, “A Bíblia não pode ser lida ao pé da letra”, etc. O que dizer, então, de 2Timóteo 3.16 (“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça”)?
Recentemente estive em uma palestra sobre música. O orador disse que a musica pode ser espiritual e secular no meio evangélico. Afirmou ele que os músicos cristãos podem tocar músicas seculares em CASA
O texto de 2Coríntios 6.14 é claro: Que comunhão tem a luz com as trevas? Não foram os levitas separados para ministrar o louvor? Não eram eles sustentados no ministério. Meu Deus, o que estamos pregando nos púlpitos? O que estamos ensinando em nossas Escolas Bíblicas Dominicais? A Declaração Doutrinária da CBB garante a aceitação das Escrituras Sagradas como única regra de fé e conduta. Pois bem, se devemos ter a Bíblia como regra, obedeçamos, então, a Palavra de Deus.
O que falar dos cânticos com tantas repetições? Retiraram Jesus das letras. Agora é rio, altar, manto, montanha, fogo, chuva, vento, coreografia... Onde está o cumprimento da carta de Paulo aos Efésios: “Falando entre vós em salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” (Ef 5.19).
Não cantam mais o Cantor Cristão. Por quê? Respondam vocês, leitores.
Irmãos, a palavra está se cumprindo quando diz que virão comichões nos ouvidos (1Tm 4.1). Mas o Espírito, expressamente, diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. A Bíblia nos ensina que devemos nos apresentar a Deus com alegria e com cânticos, cânticos que só Jesus é o Senhor. A ele toda honra, toda glória. E lembrando sempre que cantamos para Deus e não para as massas.
“Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens esculpidas” (Is 42.8).
Quando se pensa não haver distinção entre usos seculares e sagrados, quase que acabamos com a tradição da música da igreja e, ao mesmo tempo, criamos um estilo de música popular que não é realmente secular e nem é verdadeiramente sagrada. Então, tudo termina em pobre arte e má teologia.
Mateus Silva Martins
Presidente da IB Ebenézer, Águia Branca (ES)
|
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Música sacra x Música secular
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário